Home Data de criação : 07/11/24 Última atualização : 11/10/18 01:32 / 5 Artigos publicados

Nossos Serviços  escrito em terça 26 agosto 2008 08:10


A Dia D nasceu  visando a suprir uma carência na prestação dos serviços terceirizados para quem quer proporcionar momentos inesquecíveis ao seu parceiro (a), visando sempre manter acesa a chama da paixão.
Criamos nossos pacotes com produtos de qualidade a partir de fornecedores selecionados, para estarmos presentes nos momentos especiais de suas vidas . Se assim fazemos é para que se fuja da rotina do dia a dia em busca de incrementar novas experiências no relacionamento.

O nosso diferencial é a prestação de um serviço de qualidade de uma equipe de profissionais treinados e experientes nessa atividade.

NOSSOS SERVIÇOS:

Hot Birthday; {#}

Romantic Day;{#}

Erotic Day;{#}

Chá da tarde;{#}
Noite Oriental; {#}

Noite de campeonato;{#}

Dia do Perdão;{#}

Dia de Noiva (o);{#}

Despedidas de Solteiros (Chá de Lingerie e Dia da Cueca);{#}

Eventos temáticos em motel;
Noites românticas para casais;
Eventos personalizados na solicitação do cliente;

Somos pioneiros em Recife,em eventos inusitados criados em moteis.

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O contrário do Amor - Martha Medeiros  escrito em quarta 27 agosto 2008 08:55


O contrário do Amor

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

Martha Medeiros

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Entregue-se !!!!  escrito em quarta 27 agosto 2008 09:25


Entregue-se!
    É sempre assim, as coisas acontecem a um palmo do nosso nariz e só conseguimos realmente ver, quando nos distanciamos delas.
    No nosso dia a dia tão cheio de cobranças, metas, objetivos e planos , esquecemos de simplesmente viver!
    Viver a plenitude dos sentimentos, curtir cada momento que nos chega, de uma maneira intensa, livre de padrões, de estereótipos ou guias de conduta.
    Saborear cada minuto como se de fato, ele fosse o último e dar asas...asas a criatividade e inventar, copiar, sei lá, fazer qualquer coisa que seja diferente do seu "normal".
    Amar a pessoa que está ao seu lado agora, como se fosse a primeira vez!
    Se entregar as loucuras de "namorar" sem dar satisfações a ninguém.
    Experimentar coisas novas, mesmo que elas sejam tudo que você acreditava ser contra os "seus valores", tente , vale a pena!
    Deixe sentir-se " nua" diante daquele que foi o escolhido para "amor eterno", mas nua em todos os sentidos... de corpo , de alma, de preconceitos, de orgulho, de medo e simplesmente ame, ame muito e sem pressa.
    Pode ser que o "seu amor eterno" nem seja tão eterno assim, mas você .... ahhhh, você vai se sentir renovada, limpa, feliz e principalmente realizada por saber que o poeta tinha
mesmo razão:
    Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure!!!!!!
Lillian
   
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Ao Amor da Minha Vida (Maite Proença)  escrito em quarta 27 agosto 2008 13:36


O amor da minha vida eu encontrei, tem nome, é de carne e osso, e me ama também.
Agora falta encontrar alguém com quem possa me relacionar. É que o homem da minha vida não cabe em mim e eu não caibo nele.
Não basta que a gente se queira há muitos anos. Não basta nossos namoros longos, os rompimentos e a teimosia de desejar mais daquilo que não há de ser.
Não presta que ele me visite pra acabar com as saudades e fuja correndo de pernas bambas e um bumbo no peito.
Não importa que eu esqueça meu nome depois, nem que me perca num oco, ou que os sentimentos corram de ambos os lados, intensos e desarvorados.
Não basta que haja amor para se viver um amor. Eu e ele somos as cruzadas da idade média, o Osama e o Tio Sam, o preto e o branco da apartheid, o falcão e o lobo, o Feitiço de Áquila.
Seus mistérios me perturbam e minha clareza o ofusca. Tenho fascínio pelo plutão que ele habita, e ele vive intrigado por minha vênus, mas quando eu falo vem, ele entende vai.
Enquanto ele avista o mar eu olho pra montanha. Quando um se sente em paz o outro quer a guerra.
É preciso me traduzir a cada centímetro do caminho enquanto ele explica que eu também não entendi nada. Discordamos sobre o tempo, o tamanho das ondas, a cor da cadeira.
O desacerto é de lascar, e não há cama que resista a tantas reconciliações - um dia a cama cai.
Esta semana fui ver a Ópera do Malandro em cartaz no Rio de Janeiro.
Se o Chico Buarque nunca mais tivesse feito outra coisa na vida, ainda assim teria de ser imortalizado pelas alturas em que transita sua poesia nesta obra.
Como ando as voltas com assuntos de amor, prestei atenção na cafetina Vitória que, do alto de sua experiência, ensinava: O amor jamais foi um sonho, o amor, eu bem sei, já provei, é um veneno medonho. É por isso que se há de entender que o amor não é ócio, e compreender que o amor não é um vício, o amor é sacrifício, o amor é sacerdócio.
Mais adiante Terezinha, a heroína quase ingênua, sofria:
Oh pedaço de mim, oh metade arrancada de mim, leva o vulto teu, que a saudade é o revés de um parto, a saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu. Leva o que há de ti, que a saudade dói latejada, é assim como uma fisgada no membro que já perdi.
Naquela noite, inspirada pelo Chico, voltei pra casa decidida - não quero mais o amor da minha vida ocupando o lugar de amor da minha vida.

Venho portanto, pedir a ele publicamente, que libere a vaga. É com você mesmo que estou falando, você aí, que se instalou feito um posseiro dentro do meu coração, faça o favor de desinstalar-se. Xô.
Há de haver um homem bom, me esperando em alguma esquina desse mundo.
Um homem que aprecie o meu carinho, goste do meu jeito, fale a minha língua, e queira cuidar de mim.
As qualidades podem até variar, mas aos interessados, se houver, vou avisando; existem defeitos que considero indispensáveis.
Meu amor tem de ter uns certos ciúmes, e reclamar quando eu precisar viajar pra longe.
Pode se meter com minha roupa, com corte do cabelo, e achar que sou distraída e não sei dirigir.
Quando ficar surpreso de eu ter chegado até aqui sem ele, afirmarei sem ironia, que foi mesmo por milagre. Este homem deve querer nosso lar impecável, com flores no jarro, e é imperativo que faça tromba quando não estiver assim.
Ele irá me buscar no trabalho e levará direto pra casa, nada de madrugadas na rua!
Desejo enfim que meu amor me reprima um pouco, e que me tolha as liberdades - esse vôo alucinante e sem rumo, anda me dando um cansaço danado.

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Sentir-se amado - Martha Medeiros  escrito em quarta 27 agosto 2008 14:13


Sentir-se amado



O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo. 

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